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"ALEA JACTA EST" (A SORTE ESTÁ LANÇADA) - JÚLIO CESAR

07/09/2010

SOMOS TODOS ROMANOS!

O Império Romano surgiu 2.300 anos atrás e desapareceu há mais de 1.500. Mas desapareceu mesmo? Mais ou menos.
Eles continuam entre nós dos jeitos mais variados possíveis. O latim que originou o português, o espanhol, o italiano e o francês, foi espalhado pela Europa pelos romanos. Pense em uma lei e tenha certeza que a tataravó dela é algum código romano. Observe os exércitos do mundo inteiro e encontrará marcas deixadas pelas legiões romanas. Shopping center? Eles que inventaram. Grandes shows em estádios? Pergunte aos gladiadores e aos corredores de bigas. Sem contar a influência nas artes.

Encontre aqui tudo o que precisa saber sobre a Roma Antiga: como surgiu, por que dominou o mundo, como os romanos viviam e se divertiam e como essa potência do Mundo Antigo entrou em decadência.

Sinta-se em casa, afinal, no fundo, todos ainda somos ROMANOS!

ANÍBAL, O PESADELO DE ROMA

Mestre da estratégia militar, o general de Cartago matou 100 mil soldados e um terço dos senadores romanos.

Um exército pequeno e esfarrapado chega às portas de Roma. Para chegar ali, esse grupo saiu da Espanha e andou 1.500 quilômetros, incluindo os Alpes. Mesmo assim, os romanos estavam assustados. Eles sabiam que aquele exército não era como outro qualquer. São os homens de Aníbal, um dos grandes gênios militares de sua época, que durante a segunda guerra contra Roma (218 a.C. a 202 a.C.) foi capaz de matar 100 mil soldados inimigos e um terço do senado da cidade.
Aníbal nasceu em Cartago, no norte da África, e foi o integrante mais famoso da família que desafiou o poder de Roma por mais de um século. Era filho de Amílcar, comandante da primeira guerra entra as cidades (de 264 a.C. a 241 a.C.). No segundo conflito, conseguiu vencer 11 das 22 principais batalhas. Em nenhum outro momento os cartagineses estiveram tão perto de vencer. Só que, no fim, foi a briga de Aníbal contra Roma que provocou a derrota final e a destruição de Cartago.

Homens x Elefantes

Aníbal foi um bom estrategista político. Quando estava na Itália, conseguiu convencer aliados de Roma a mudar de lado. No campo militar, era inteligente e ousado. Sabia a posição de suas tropas de acordo com o terreno e tinha uma capacidade impressionante de conquistar a lealdade de seus homens. Ele contava ainda com aliados de peso: elefantes de 5 toneladas, capazes de correr a até 45 km/h. Eram tanques de guerra, que invadiam o exército rival e provocaram pânico nos inimigos.
Aníbal chegou às portas de Roma, onde os moradores estavam assustados. Mas desistiu de entrar. A resposta romana foi implacável. Depois que seus irmãos e sua mulher morreram quando Roma invadiu Cartago, Aníbal voltou para a sua cidade, onde foi vencido na batalha de Zamma, 202 a.C. Derrotado, virou um fugitivo para o resto da vida, até se suicidar 19 anos depois, antes que tropas romanas invadissem sua casa.

Aníbal

PISCINÕES DE ROMA

Na capital do mundo, ninguém tomava banho em casa. Mas tudo bem, porque visitar os banhos públicos era mais ou menos como freqüentar os nossos shoppings – as pessoas iam lá para fazer esportes, ler um bom livro e conhecer gente bonita. Essas termas eram um dos maiores prazeres da vida urbana antiga até os escravos podiam entrar numa boa. Surgidos no século 3 a.C., esses piscinões ficaram tão famosos que, no ano 300 d.C., havia mais de mil deles na cidade.

As termas romanas reuniam várias formas de diversão num só espaço.

Passo a passo
O banhista seguia uma espécie de ritual, embora o caminho não fosse rígido. Primeiro exercitava-se na palestra (pátio). Depois, despia-se no apodyterium (vestiário), seguia para a sudatoria para o banho a seco, para o caldarium (banho quente) e para o tepidarium (banho morno) até se refrescar no frigidarium (banho frio).

Engenharia quente
O sistema de aquecimento era inteligente: a água, as paredes e o piso eram aquecidos por fornos a lenha o calor que saía deles passava por tubos de cerâmica até chegar às paredes ocas.

Sem baixaria
Mulheres e homens tomavam banho no mesmo lugar, mas em horários diferentes. As moças que apareciam no horário dos homens eram prostitutas – ou ficavam com essa fama. Os homens que tentavam mergulhar no meio da mulherada eram barrados.

Negócios e fofocas
Ricos, pobres, escravos, todos iam para as termas (locais separados), onde conversaram sobre política e negócios e, claro, falavam mal dos outros. No banho, as pessoas podiam comer pão, nozes, banha ou salsicha.

Pele de bebê
Quem tinha mais grana levava para o banho seus próprios empregados, que usavam esfregões de metal para tirar a craca do corpo. Os demais pediam ajuda para os funcionários das termas.

Vamos ao shopping?
Os banhos tinham de tudo. As termas de Caracalla, em Roma, eram na verdade um complexo de diversão com jardins, trilhas, lojas, bibliotecas, museu, estádio e salas de ginástica, repouso e massagem.


Provável aparência das Termas de Caracalla


Ruínas das Termas de Caracalla

NERO, COISA DE LOUCO

Nero só chegou ao trono por causa de sua mãe, que fez e aconteceu para ver o único filho controlando o império. Nero nasceu com o nome Lucius Domitius Ahenobarbus, filho de Agripina com Gnaeus.
Sua mãe era irmã e amante do rei da época, Calígula, e usou seu poder para conspirar contra ele. Calígula descobriu tudo e despachou Agripina para a ilha de Sicília. Enquanto ela estava afastada, seu marido morreu por causa de um edema e o grande imperador foi assassinado.

Agripina - Mãe de Nero

Naquela época, Lucius tinha 2 anos de idade. Quem assumiu o poder foi Tiberius Claudius, também sobrinho de Calígula. Com esses acontecimentos Agripina voltou a Roma e se casou com o milionário Gaius Sallustious Passienus Crispus. Aí ela o envenenou e ficou com o dinheiro e começou a namorar o próprio imperador Claudius, fazendo com que a rainha Messalina fosse condenada a morte por suspeita de traição. Com o caminho livre, Agripina casou com o imperador e se tornou rainha.
IMPERADOR ADOTIVO

Mais do que filho adotivo do imperador, Nero se tornou um xodó do imperador. Ele adiantou a maioridade do rapaz para 14 anos e o casou com sua filha Octavia. Os planos de Agripina aos poucos foram dando certo e no dia 13 de outubro do ano 54, Claudius morreu e Nero, com apenas 17 anos, se tornou o quinto César, na verdade Agripina assassinou o marido para acelerar a subida do filho ao poder. Ela queria usar Nero para governar.
E, realmente, nos primeiros cinco anos de reinado, Nero não deu palpites nos assuntos administrativos. Preferia ocupar o tempo entre corridas de bigas e orgias para lá de animadas.
Os problemas começaram quando Nero se apaixonou pela escrava Claudia Acte e sua mãe não concordou. Contra todas as expectativas, rompeu com a mãe, incorporou o titulo de Augusto e resolveu mandar no governo. Agripina tentou reagir, e começou a conspirar contra Nero tentando colocar Britannicus (filho legitimo do imperador, que era mais jovem do que Nero, seu irmão adotivo) no poder, porém, Nero envenenou o irmão durante um jantar.
Depois o imperador virou Roma de cabeça para baixo.
Em 59, Nero deixou os súditos de cabelos em pé ao planejar a morte da própria mãe. E olha que não foi fácil: Agripina só morreu depois de cinco tentativas. Na última, foi esfaqueada e não resistiu.

Nero

FOGO


Em julho de 64, Roma pegou fogo. Todo mundo tinha certeza de que Nero era o culpado, apesar de até hoje ninguém ter conseguido provar o envolvimento direto do imperador.


O fato é que Nero aproveitou o incêndio para construir palácios e aumentar o ataque aos cristãos. Sua imagem pública nunca mais se recuperou.


Suspeito de incendiar a cidade, Nero botou a culpa nos cristãos. Depois, se dedicou a destruir essa nova seita. Um de seus castigos favoritos era jogar os fiéis aos leões na arena, onde eles eram destroçados. O povão adorava. Outro costume do imperador era queimar cristãos vivos para iluminar os jardins de seu palácio.
Entre os religiosos que ele mandou matar estão dois dos homens mais importantes da historia do cristianismo: São Pedro e São Paulo.
No ano 67, depois de voltar de uma turnê artística pela Grécia, o imperador encontrou uma oposição política bem organizada. No ano seguinte, foi deposto pelo Senado e condenado a morte. Em vez de se entregar, pediu que um de seus funcionários rasgasse sua garganta com uma adaga. Segundos antes de morrer, Nero declarou: “o mundo acaba de perder um grande artista”.

GLADIADORES - OS CRAQUES DA ANTIGUIDADE

Os gladiadores eram lutadores que participavam de torneios de luta na Roma Antiga. As lutas foram comuns em Roma entre os séculos 3 a.c e 4 d.c. De origem escrava, estes homens eram treinados para estes combates, que serviam de entretenimento para os habitantes de Roma e das províncias.


VIDA DOS GLADIADORES E COMBATES

Os gladiadores eram escolhidos entre os prisioneiros de guerra e escravos. Com o passar das lutas, caso reunissem muitas vitórias, tornavam-se heróis populares.
Nas arenas, os gladiadores lutavam entre si, utilizando vários armamentos como, por exemplo, espadas, escudos, redes, tridentes, lanças, etc. Participavam também das lutas montados em cavalos ou usando bigas (carros romanos puxados por cavalos). Muitas vezes estes gladiadores eram colocados na arena para enfrentar feras (leões, onças e outros animais selvagens).
O combate entre gladiadores terminava quando um deles morria ou ficava ferido com impossibilidade de continuar a luta.
Os gladiadores mais bem sucedidos ganhavam, além da popularidade, muito dinheiro e, com o tempo, podiam largar a carreira de forma honrosa. Estes privilegiados ganhavam uma pensão do império e um gládio (espada de madeira simbólica).
A luta entre gladiadores fazia parte da política do “pão-e-circo” instituída no Império Romano, cujo objetivo principal era amenizar a revolta dos romanos com os problemas sociais.

CATEGORIAS

Existiam quatro categorias de gladiadores e quatro tipos de uniformes, são eles:

Trácio: Usava um capacete que cobria a cabeça inteira, um escudo quadrado, caneleiras até os joelhos e uma espada encurvada. Era o mais fraquinho.

Murmillo: Um braço era protegido e o outro carregava um escudo. Tinha uma espada curta e um capacete em forma de peixe. Lutava contra o Trácio.

Retiário: Carregava um tridente, uma faca pequena e uma rede. Os braços eram protegidos até o ombro. Lutava contra os murmillos ou os secutores.

Secutor: As armas eram muito parecidas com as dos murmillos, mas o capacete não tinha pontas para não prender na rede do retiário.

O Coliseu, era o principal palco dessas lutas em Roma, e suas ruínas ainda se constituem numa atração turística da cidade.

01/09/2010

QUE FIM LEVOU O ÚLTIMO CÉSAR?

A última pessoa com o título de imperador romano no ocidente foi Rômulo Augusto, um coitado que acabou sendo deposto durante as invasões bárbaras de 476. Na verdade, quem mandava mesmo não era Rômulo, mas seu pai, o comandante militar Orestes, que fez dele imperador aos 15 anos. Quando Orestes morreu, apenas dez meses depois, os invasores hérulos, liderados pelo general Odoacro, condenaram o césar a morte. Mas, como ele era apenas um garoto, a pena foi cancelada, ele recebeu uma mesada legal e se mudou para um castelo na cidade de Nápoles, onde viveu com conforto até os 51 anos. Foi um cara de sorte, no fim das contas. Dos 111 imperadores romanos da historia, só 31 não foram assassinados. E Rômulo foi um deles.

RÔMULO AUGUSTO
Quando Rômulo trocou o papel de imperador por uma casa e aposentadoria, o título de césar desapareceu em Roma. Ele tinha sido criado no ano 31, quando o primeiro imperador, Otávio Augusto, homenageou o tio Júlio César: a partir daquele momento, todo rei romano tinha que fazer a mesma coisa que ele, acrescentar um “César” ao próprio nome. No final do século 3, surgiu o titulo “Augusto”, agora em homenagem a Otávio.

OTÁVIO AUGUSTO

JÚLIO CÉSAR

Os césares continuariam existindo ali perto, no império que governava o Marrocos e o Egito, na África, e o sul da França e da Itália, na Europa. Com sede na cidade de Constantinopla, na Turquia, o Império Romano Oriental teve césares até 1453, quando Constantino X foi derrubado pelos turcos-otomanos. Acabou-se assim o império mais longo da história: 1058 anos.